25 de abril de 2017

As rosas


Quando à noite desfolho e trinco as rosas


É como se prendesse entre os meus dentes


Todo o luar das noites transparentes,


Todo o fulgor das tardes luminosas,


O vento bailador das Primaveras,


A doçura amarga dos poentes,


E a exaltação de todas as esperas.



Sophia de Mello Breyner Andresen.

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