28 de fevereiro de 2017

Tão bom quando a gente


Tão bom quando a gente 
passa a entender os sinais do caminho.
Entende o valor do vento no rosto
que leva pra longe as lembranças que não se quer mais;
que as pedras nem sempre são obstáculos,
podem ser impedimento para que não se caia em um abismo;
que ferir os pés em espinhos
é sinal de que logo se alcançará as flores;
que medo não é covardia,
mas intuição da alma para o perigo;
que só valoriza um oásis,
quem atravessou um deserto sozinho!

Inês Seibert

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