14 de fevereiro de 2017

Resiliência...


Resiliência é o termo que se usa hoje para medir a capacidade de uma pessoa de suportar as dores e adversidades próprias da condição humana.

A competência para lidar, com elegância e dignidade, com os contratempos que nos acometem é tida como grande virtude. E até certo ponto, o é.

Acho adequado separar nossas dores em 3 grandes categorias: as inexoráveis, aquelas de caráter subjetivo e as derivadas de nossas interações.

Considero grande virtude ser competente para suportar todas as dores inexoráveis, inevitáveis; é o caso da dor por morte dos entes queridos.

Fazem parte dos sofrimentos inevitáveis que temos que tolerar as doenças que maltratam a nós e aos que amamos; e também nosso envelhecimento.

A docilidade diante das dores inexoráveis não deve ser entendida como passividade: de que adianta se revoltar e perguntar "por que comigo?".

Afora as dores inexoráveis, existem aquelas que nos maltratam intimamente e que, por vezes, derivam de ações nas quais não tivemos sucesso.

Por vezes sofremos a tristeza típica da culpa: a de nos considerarmos causadores de danos injustos a alguém. É ruim reconhecer que erramos!

Nos arrependemos das tolices que falamos quando bêbados, por termos confiado em criaturas que não mereciam, entre tantos erros que cometemos.

Com nossos erros temos muito a aprender. Depois, só nos resta nos "perdoarmos": superar a culpa ou a vergonha, erguer-se e seguir em frente.

Flávio Gikovate

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