13 de fevereiro de 2017

Poeta arrogante,por que não te calas?


Poeta arrogante,por que não te calas?
Cerra os olhos e vai aos confins do Universo
Esconda-se então no buraco negro
E guarda teus anseios para ti
Padece no recôndito da alma
Ninguém liga para estes absurdos
São todos surdos.

Que eternidade é esta que sugere em palavras mal
constituídas?
Poeta de traços e mãos sujas pelo excessivo uso do carvão

Longínquo quase de brilhar mais intenso que o sol
Inconcebível o que pretende a essência desse trovador ao
comparar seu cintilar
Que Deus irá permitir tal insulto?
Tal fogo-fátuo?
Se não e somente pós-morte?

À feição de Deus
A imperfeição das palavras
A vã tentativa do poeta de grossos e tortos traços em
uni-los
E no piscar de olhos,a vida surge e evanesce
Corações e pulsares juntos a pulsar e parar
Infinita a mente.

Maurício de Carvalho Gervazoni

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