10 de fevereiro de 2017

Obrigada, Meu Deus!




Mesmo travando lutas que só nós dois sabemos, muito obrigada.
Obrigada por eu ser quem eu sou.
Ora, calmaria.
Ora, tempestade.
Afinal, a ninguém é dado o talento de sentir de um modo só. E quem age assim, a todos pensa enganar, mas Contigo contrai dívida cara!
Obrigada por eu não enganar, nem me deixar ludibriar.
Não menosprezo as críticas, nem me curvo às adulações.
Obrigada, Meu Deus, por, apesar de imperfeita e repleta de sinceros trovões, ser quem eu sou. Porque não existem vôos altos sem turbulência. A menos para quem nunca foi além do seu quintal. E o mundo é o quintal dos que se arriscam, sabemos.
Obrigada por nunca ter me deixado copiar ninguém.
As pessoas nas quais me inspirei são memoráveis, mas, nenhuma que convive comigo foi fonte de cópia e pode, por isso, me acusar ou comigo se decepcionar.
Obrigada, Meu Deus, por ter me ensinado a diferença de me inspirar sem copiar, calar sem consentir, verbalizar sem me acovardar.
Obrigada, Meu Deus!

[ Cláudia Dornelles ]

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