27 de fevereiro de 2017

Nas palavras refletidas no murmurar dos lagos.


Eu sou a palavra que transita
De teu olhar, a clara água.
Leve, breve e sutil a iminência
Do perfume.
Que na inocência do momento
Se entrelaça.
Ansiosas as mãos procuram
O delírio do olhar.
E o sol nos lábios nasce.
Sereno o rosto do dia, o hálito fresco
Do lírio, trespassando o aroma do beijo.
Tão branca a cal dos muros, onde o amor
Se inscreve insubordinado.
E o mundo tão grande e tão azul
Nas palavras refletidas no murmurar dos lagos.
Hoje escrevo amor e visto solene traje
Para que o dia não morra até ao despir da noite
E fiquem espalhadas pelo chão
As roupas do nosso contentamento.

Joaquim Monteiro

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