1 de fevereiro de 2017

Esquecemos quem merece atenção e corremos atrás dos que mal nos notam.


Vivemos numa era de pessoas rasas, que olham mas não enxergam, que falam tudo que lhes vai à mente mas não usam sequer uma dose de empatia, que julgam e não amam, que priorizam a saciação do corpo mas não a da alma, que são ricos em ambição e pobres no espírito, que pensam estarem completos, mas estão vazios.

Vivemos na precariedade, onde o pouco é nada e o muito não é suficiente, estamos à beira do abismo quando buscamos reciprocidade.

Esquecemos quem merece atenção e corremos atrás dos que mal nos notam.

Somos carentes de afeto e de carinho, de atenção, de alguém que escute para além dos ouvidos, alguém que ouça os sussurros do nosso coração através da nossa expressão facial.

Quantas e quantas vezes estivemos à deriva em busca de abrigo?

De um silêncio em comum, de um sorriso que nos fizesse perceber que a vida vale a pena apesar de tanta dor acumulada?

Será que estamos chegando à margem, no fim da estrada?

Existe algum lugar onde realmente poderemos fazer morada e não sermos mais sós, mas felizes e realizados?

Qual será o lado, espero com gritos, ou calado?

Quando encontrarei o amor que me fará sentir liberto?

Curado?

Inteiramente amado apesar das minhas fragilidades?

Existe um ponto de encontro mesmo ou estou desamparado?

Algum dia entenderão a profundidade além do que transmito?

Ou ficará tudo comigo e me afogarei na solidão que é a dúvida?

Ainda não sei, nem tão logo desisto...!

Vitor Ávila.

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